Orlando Figueira está em liberdade

Perigo de fuga obrigou-o a entregar passaporte às autoridades.

21 de março de 2018 às 01:30
Orlando Figueira, ex-procurador do DCIAP, está acusado dos crimes Foto: Pedro Catarino
Orlando Figueira com a advogada à entrada do Tribunal de Lisboa Foto: Pedro Catarino
Orlando Figueira assinou um contrato com a empresa Primagest Foto: Pedro Catarino
Operação Fizz, escutas, procurador, proteção policial, Orlando Figueira, ameaças, morte Foto: Pedro Catarino

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O procurador Orlando Figueira, em prisão domiciliária há dois anos no âmbito do processo Fizz, já está em liberdade, mas como o perigo de fuga se mantém o tribunal obrigou-o a entregar o passaporte às autoridades.

"Nunca me passou pela cabeça fugir e não é agora que o vou fazer. Há dois anos e dois meses que esperava esta decisão, de ser um homem livre. E paulatinamente considero que a justiça será feita", disse esta terça-feira Orlando Figueira à saída do tribunal, logo após ter conhecimento da decisão.

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Os juízes tiveram em consideração a avaliação positiva da Direção-Geral dos Serviços Prisionais. Outro dos argumentos aceite pelo tribunal diz respeito aos pais de Orlando Figueira, já idosos, que o magistrado não visita desde que está privado da liberdade.

Por último, o tribunal considera que já foi produzida prova em julgamento. A proibição de contactos mantém-se e o procurador só pode falar com os filhos, a irmã e a advogada.

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Orlando Figueira foi detido em fevereiro de 2016 e esteve três meses em prisão preventiva. Depois disso, passou para prisão domiciliária.

Ontem, o advogado angolano Noronha Tiny, ouvido como testemunha, escudou-se no sigilo profissional para esclarecer a quem pertence a Primagest, a empresa que contratou Orlando Figueira, e que a acusação diz estar ligada à Sonangol de Manuel Vicente.

O procurador é acusado de ter sido corrompido pelo ex-vice-presidente angolano para arquivar processos que o visavam.

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