Orlando Figueira está em liberdade
Perigo de fuga obrigou-o a entregar passaporte às autoridades.
O procurador Orlando Figueira, em prisão domiciliária há dois anos no âmbito do processo Fizz, já está em liberdade, mas como o perigo de fuga se mantém o tribunal obrigou-o a entregar o passaporte às autoridades.
"Nunca me passou pela cabeça fugir e não é agora que o vou fazer. Há dois anos e dois meses que esperava esta decisão, de ser um homem livre. E paulatinamente considero que a justiça será feita", disse esta terça-feira Orlando Figueira à saída do tribunal, logo após ter conhecimento da decisão.
Os juízes tiveram em consideração a avaliação positiva da Direção-Geral dos Serviços Prisionais. Outro dos argumentos aceite pelo tribunal diz respeito aos pais de Orlando Figueira, já idosos, que o magistrado não visita desde que está privado da liberdade.
Por último, o tribunal considera que já foi produzida prova em julgamento. A proibição de contactos mantém-se e o procurador só pode falar com os filhos, a irmã e a advogada.
Orlando Figueira foi detido em fevereiro de 2016 e esteve três meses em prisão preventiva. Depois disso, passou para prisão domiciliária.
Ontem, o advogado angolano Noronha Tiny, ouvido como testemunha, escudou-se no sigilo profissional para esclarecer a quem pertence a Primagest, a empresa que contratou Orlando Figueira, e que a acusação diz estar ligada à Sonangol de Manuel Vicente.
O procurador é acusado de ter sido corrompido pelo ex-vice-presidente angolano para arquivar processos que o visavam.
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