Predador de 51 anos seduziu 28 meninas no Facebook
Zeferino Silva, que confessou, condenado a seis anos de prisão e a pagar 13 mil euros.
Durante seis anos, Zeferino Silva, de 51 anos, seduziu pelo menos 28 meninas, com idades entre os 10 e os 17 anos, na rede social Facebook. Num dos quatro perfis que tinha ativos, e no qual se apresentava fingindo ser um jovem loiro de olhos azuis, exibindo uma fotografia falsa, o predador sexual tinha, pelo menos, quatro mil menores como amigas. Esta quarta-feira, o coletivo de juízes do tribunal de São João Novo, no Porto, condenou-o a seis anos de prisão. Tem ainda de pagar indemnizações a duas das vítimas: uma de 10 mil e outra três mil euros.
Para aplicar a pena os magistrados tiveram em conta o facto de o arguido ter confessado integralmente os crimes, assim como o arrependimento mostrado em audiência e a ausência de antecedentes criminais. Zeferino Silva, que está em prisão preventiva desde maio do ano passado na cadeia de Custoias, foi condenado por um total de 48 crimes agravados de pornografia de menores, abuso sexual de crianças e coação tentada.
"Aliciou menores a expor a sua nudez. Atuou em conversas pornográficas e solicitou às menores que se despissem, enviassem fotos ou mostrassem poses provocantes", disse a juíza Ângela da Luz na sentença. Em três perfis do Facebook, dizia que se chamava David Silva e usava a imagem de um jovem italiano, que retirou da internet. Numa quarta conta, o predador sexual chamava-se Diana Silva - e dava a entender que era uma irmã sua, comentando as outras duas páginas, corroborando todas as informações partilhadas.
Dizia às vítimas ser adolescente e fez videochamadas através do Skype e do WhatsApp com as mesmas, mas nunca mostrava a cara. Todas as crianças pensavam estar a falar com o rapaz da foto. Zeferino Silva chegou ainda a enviar presentes por correio a uma das suas vítimas, à qual fez crer que mantinham uma relação amorosa.
PORMENORES
Chantageava as vítimas
Sempre que era ignorado pelas vítimas, o arguido ameaçava que publicava as imagens enviadas pelas menores e adicionava-as noutro perfil.
Marcava encontros
A advogada do arguido garante que não deverá recorrer da decisão. O arguido chegou a marcar encontros com as vítimas, mas nunca compareceu.
Reincidiu no crime
O arguido foi preso pela PJ em dezembro de 2016. Ficou em liberdade mas reincidiu no crime. Em maio de 2017 voltou a ser detido e foi para a cadeia.
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