Educadora e auxiliar calavam maus-tratos com chupa-chupa

Arguidas acusadas de agredir 25 crianças num jardim de infância, em Santa Maria da Feira.

11 de maio de 2018 às 08:24
Rosa Leite era educadora num infantário em Fiães Foto: CMTV
Rosa Leite era educadora num infantário em Fiães Foto: CMTV
Jéni Carneiro começou ontem a ser julgada por maus-tratos Foto: CMTV

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A educadora de infância Rosa Leite, 56 anos, queria que uma menor do infantário, integrado na EB1 de Vendas Novas, em Fiães, Santa Maria da Feira, estivesse calada. Uma vez que esta não obedeceu ao seu pedido, a arguida desferiu-lhe uma bofetada na cara. Posteriormente, e pedindo para que a menina nada contasse aos pais, deu-lhe um chupa-chupa. O caso aconteceu no início de 2016 e a vítima passou a ter perturbações no sono e pedia aos familiares para não mais a mandarem para a escola.

A educadora de infância e uma auxiliar, Jéni Carneiro, de 58 anos, começaram esta quinta-feira a ser julgadas por 25 crimes de maus-tratos. Ao coletivo de juízes não quiseram prestar declarações. Na sessão foram apenas ouvidas as crianças.

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Numa sala preparada para a inquirição, as crianças contaram as agressões de que foram vítimas entre setembro de 2015 e abril de 2016. Esta diligência decorreu apenas na presença dos magistrados, dos advogados e de psicólogos. As arguidas ouviram as declarações numa sala ao lado.

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Diz o Ministério Público que as duas arguidas instalaram um verdadeiro clima de terror entre as crianças. As vítimas, entre os três e os cinco anos, foram agredidas com bofetadas, insultadas, impedidas de ir à casa de banho ou, até, trancadas naquele local.

Um dos menores foi amarrado por Jéni Carneiro com um fio do fato de treino - o que o impediu de se movimentar e de brincar com os colegas. O medo das arguidas era tanto, que uma das crianças tentou fugir do infantário.

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