Autarca perde mandato por beneficiar o pai

Joaquim Mota e Silva contratou assessoria financeira, por ajuste direto, uma semana após a posse.

06 de julho de 2018 às 01:30
Joaquim Mota e Silva Foto: CMTV
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Joaquim Mota e Silva Foto: Direitos Reservados

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Joaquim Mota e Silva, presidente da Câmara de Celorico de Basto e Conselheiro Nacional do PSD, foi esta quinta-feira condenado pelo Tribunal de Guimarães a uma pena suspensa de três anos por prevaricação para titular de cargo político e à perda de mandato autárquico.

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Em causa, a contratação de uma empresa do pai, Albertino Mota e Silva, para prestar serviços de assessoria jurídica ao município. O contrato foi adjudicado, sem concurso público, apenas uma semana após a tomada de posse de Joaquim Mota e Silva, que sucedeu ao pai na câmara, em 2009.

Após a decisão, Joaquim Mota e Silva disse ao CM que vai recorrer, mostrando-se até seguro da absolvição. "Já por duas vezes fui alvo da perda de mandato e por duas vezes fui absolvido. Vamos fazer a nossa contestação para o Tribunal da Relação e aguardamos serenamente pela absolvição, que estou certo que irá acontecer", afirmou o autarca.

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O vereador Inácio Cunha e Silva, que também respondia por prevaricação, foi sentenciado com a mesma pena. O tribunal mostrou-se convencido que Joaquim Mota e Silva mentiu em julgamento no que toca à constituição da sociedade 'Casa do Portelo', pertencente ao pai, que afirmou não conhecer.

O presidente do Coletivo sublinhou que o tribunal não teve dúvidas de que Mota e Silva quis "atribuir benefícios financeiros" ao pai. Reforça que o edil quis que o pai "continuasse a receber vencimento na autarquia sem lá trabalhar".

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