Casas de Pedrógão Grande estão sob suspeita

Inquérito do Ministério Público ainda sem arguidos.

24 de agosto de 2018 às 01:30
Uma das casas sob suspeita, situada próximo do IC8, na freguesia da Graça, em Pedrógão Grande Foto: Pedro Brutt Pacheco
Incêndio em Pedrógão Grande Foto: Vítor Mota
fogos, incêndios, vítimas, pedrógão grande, Norte, Centro do País Foto: Nuno André Ferreira / Lusa
pedrógão grande, vítimas, mortos, famílias, fogo, incêndios Foto: Paulo Cunha / EPA

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O inquérito aberto pelo Ministério Público para investigar eventuais irregularidades no processo de reconstrução das casas de primeira habitação que arderam no incêndio de Pedrógão Grande, em junho do ano passado, ainda não tem qualquer arguido constituído, apurou esta quinta-feira o CM, junto da Procuradoria Geral da República.

A abertura do inquérito foi anunciada há pouco mais de um mês, estando a investigação a cargo da Polícia Judiciária de Coimbra.

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As suspeitas surgiram nas aldeias, onde os habitantes conhecem os vizinhos e sabem quais são as casas de primeira habitação que arderam, as devolutas e de segunda habitação.

A revista ‘Visão’ denunciou em julho sete situações irregulares, mas há quem garanta que serão pelo menos 21, estando em causa a utilização de meio milhão de euros de donativos.

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Novas denúncias avançadas pela TVI dão conta de um esquema de compadrio nos processos de candidatura à reconstrução de casas, envolvendo o presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, e o então vereador Bruno Gomes.

Os autarcas terão dado indicações para ser alterada a morada fiscal e os donos passarem a ter residência no concelho. Nenhum dos autarcas respondeu ontem ao CM

O processo de reconstrução das 261 casas de primeira habitação destruídas pelo incêndio de Pedrógão Grande está a ser liderado pela Comissão de Coordenação da Região Centro cuja presidente, Ana Abrunhosa, esteve ontem incontactável.

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