Funcionários judiciais de Braga fazem "funeral" à Justiça

Os manifestantes depositaram um caixão à porta do Tribunal Judicial de Braga e alguns ajoelharam, para "rezar pela alma da defunta".

21 de novembro de 2018 às 13:15
Funcionários judiciais de Braga fazem "funeral" à Justiça Foto: Lusa
Funcionários judiciais de Braga fazem "funeral" à Justiça Foto: Lusa
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Os funcionários judiciais da Comarca de Braga encenaram esta quarta-feira o "funeral" da Justiça, com um velório e um cortejo fúnebre na praça fronteira ao Tribunal Judicial daquela cidade.

Manuel Sousa, coordenador regional do Porto do Sindicato dos Funcionários Judiciais, explicou à Lusa que se trata de "um grito de alerta" para o estado da Justiça em Portugal.

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"A Justiça está quase morta, moribunda, e por este caminho o funeral não tarda", referiu.

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Os manifestantes depositaram um caixão à porta do Tribunal Judicial de Braga e alguns ajoelharam, para, simbolicamente, "rezar pela alma da defunta".

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Seguiu-se um "cortejo fúnebre" pela praça fronteira ao tribunal.

A iniciativa partiu dos funcionários judiciais do Tribunal de Braga e insere-se no âmbito das greves que aqueles profissionais têm vindo a promover, por causa de matérias relacionadas com estatuto profissional, tabela remuneratória, ingresso na carreira, promoções e regime de aposentação.

Estes trabalhadores exigem também a recomposição das carreiras com a contagem dos nove anos, quatro meses e dois dias de tempo de serviço congelada por imposições orçamentais.

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Hoje, cerca de 300 funcionários judiciais da Comarca de Braga concentraram-se frente ao "tribunal sede", numa manifestação que, além do caixão, contou ainda com bombos, gaitas e música de intervenção.

Os manifestantes envergavam t-shirts pretas, com a frase "Justiça para quem nela trabalha".

"É uma greve que nos sai dos bolsos, mas não nos resta outra alternativa", disse ainda Manuel Sousa.

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Adiantou que está marcada para quinta-feira uma reunião no Ministério da Justiça, para discutir com a tutela alguns dos pontos reivindicados pelos funcionários judiciais.

"Veremos o que têm para nos dizer", rematou Manuel Sousa.

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