PSP em protesto vira costas a António Costa

500 membros do Movimento Zero ignoraram primeiro-ministro e Eduardo Cabrita.

13 de julho de 2019 às 09:45
Polícias manifestam-se na celebração dos 152 anos da PSP Foto: Lusa
Polícias manifestam-se na celebração dos 152 anos da PSP Foto: Lusa
Polícias manifestam-se na celebração dos 152 anos da PSP Foto: Lusa
Polícias manifestam-se na celebração dos 152 anos da PSP Foto: Lusa
Polícias manifestam-se na celebração dos 152 anos da PSP Foto: Lusa
Polícias manifestam-se na celebração dos 152 anos da PSP Foto: Lusa

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Cerca de 500 simpatizantes do Movimento Zero, que apela à greve de zelo e nasceu nas bases da PSP e GNR pela "falta de apoio sentida" após a condenação, em maio, de 8 polícias por agressões a moradores da Cova da Moura, viraram esta sexta-feira costas à tribuna onde estavam o primeiro-ministro, António Costa, e o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.

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Fizeram-no assim que o diretor nacional da PSP Luís Farinha iniciou o seu discurso na comemoração dos 152 anos da instituição.

Na primeira demonstração pública do grupo, que terá agora 11 662 aderentes declarados (segundo os próprios), os manifestantes abandonaram mesmo o recinto quando Eduardo Cabrita começou a discursar.

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O protesto foi preparado nas redes sociais, com participantes de todo o País que chegaram à praça do Império, Lisboa, em autocarros. O compromisso passou pela não exibição de tarjas políticas ou sindicais e de não darem entrevistas.

Depois de se fazerem ouvir com uma entoação do hino nacional, os aderentes do Movimento Zero esperaram pelo início do discurso de Luís Farinha. Mal o líder da PSP começou a falar, viraram costas e vestiram t-shirts brancas e pretas com o símbolo do movimento. Na debandada do local, fizeram, com as mãos, o símbolo do Zero.

Eduardo Cabrita reagiu ao protesto, assegurando que estava ali para elogiar a PSP "que se está a aproximar das populações, e a quem nenhum governo, nem nenhum polícia virará as costas".

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O ministro da Administração Interna disse ainda que "não há espaço para o racismo e a xenofobia na PSP", prometendo "defesa dos direitos dos polícias agredidos".

Luís Farinha, por seu turno, pediu "condições para que os polícias desempenhem o seu trabalho", contestando ainda as recentes decisões judiciais, "que desvalorizam crimes praticados contra os polícias".

PORMENORES 

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Camião-cisterna

A novidade do desfile da PSP foi um camião-cisterna. Irá abastecer viaturas da polícia e ser usado em apoio à sociedade civil quando necessário (como greves de motoristas).

69% das detenções

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Luís Farinha revelou que esta polícia fez 152 operações por dia em 2018 e foi responsável por 69% das detenções.

Governo em silêncio

Tanto o primeiro-ministro, António Costa, que presidiu à cerimónia, como o ministro Eduardo Cabrita, se recusaram a falar aos jornalistas.

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