Mãe metia clorofórmio na água que o filho de sete anos bebia
Mulher fazia também com que o menino inalasse a substância tóxica.
Os médicos não conseguiam perceber o que se passava com esta criança. O estado de saúde do menino agravava-se sem razão aparente. Sabe-se agora que esta mãe obrigou a criança, primeiro a inalar e depois a ingerir uma substância altamente tóxica.
Ao que tudo indica, a mãe colocava o produto, clorofórmio, na água que o menino ingeria. Quando o menino foi internado, Patrícia Ribeiro injetava a substância no soro fisiológico do filho, causando-lhe sucessivas paragens respiratórias e cardíacas.
De abril até ao final de junho foi assim a vida da criança de sete anos.
Os profissionais do INEM e o corpo médico do Hospital das Caldas da Rainha, onde o menino dava entrada nas urgências, não conseguiam perceber o que se passava com esta criança. Os relatos da mãe aos profissionais de saúde eram pouco coerentes, tal como relata ao 'Investigação CM' cm uma testemunha que prefere não revelar a identidade.
Face a estes sinais, desmaios e dificuldades respiratórias, tudo indica que a mãe começou numa primeira fase por fazer com que o menino inalasse a substância tóxica, o clorofórmio.
No entanto, no Hospital das Caldas da Rainha há um outro episódio que indícia que Patrícia passou depois a colocar o clorofórmio na água que a criança ingeria.
O menino de sete anos teve a primeira paragem cardíaca a 18 de junho, em Óbidos. Foi assistido pelos bombeiros e transportado para o hospital. Nesta altura a criança já apresentava vários problemas respiratórios.
Patrícia estava a conseguir o que queria, colocar o menino doente. A situação da criança começou a agravar-se e teve se der transferida para o Hospital Dona Estefânia, em Lisboa.
Foi neste hospital que os médicos e enfermeiros se aperceberam de que quando o pai acompanhava o filho nada acontecia, mas quando a mãe entrava para o ver, o menino piorava.
Foi ao se aperceberam da situação que os técnicos alertaram as autoridades.
No dia 27 de junho a PJ monta uma operação de vigilância na unidade hospitalar e Patrícia é apanhada em flagrante quando injetava um líquido venenoso no soro que estava a ser administrado ao filho.
Patrícia foi detida e quando foi confrontada pela PJ disse que o que dava ao filho era "soro abençoado".
A mãe da criança ficou em prisão preventiva na ala psiquiátrica do Hospital-Prisão de Caxias e incorre numa pena que pode ir dos três aos 12 anos de prisão.
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