Algarve com falta de 500 enfermeiros em hospitais e centros de saúde

Greve de dois dias criou limitações em tratamentos, cuidados domiciliários e vacinação.

23 de agosto de 2019 às 08:42
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O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses garante que os centros de saúde e os hospitais da região do Algarve precisam de mais "500 enfermeiros" para prestarem bons cuidados de saúde.

O número foi revelado ao CM por Nuno Manjua, dirigente regional do SEP, no primeiro dia de greve dos enfermeiros que prestam serviço nos centros de saúde da região, que começou esta quinta-feira e termina esta sexta-feira.

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Segundo Nuno Manjua "são necessários 150 enfermeiros para os centros de saúde e 350 para o Centro Hospitalar do Algarve".

Durante os dois dias de paragem, o SEP reivindica "a necessária revisão dos mapas de pessoal para a admissão de 150 enfermeiros nos centros de saúde do Algarve e o pagamento de mais de 1000 horas e 10 mil euros de trabalho extraordinário aos enfermeiros da Unidade de Desabituação do Algarve".

Nuno Manjua garante que a greve está a provocar "limitações no que toca a cuidados de enfermagem, tratamentos, consultas, cuidados domiciliários e vacinação". De acordo com dados fornecidos pelo SEP, em várias unidades dos concelhos de Albufeira, Faro , Lagos, Tavira e Vila do Bispo e Alcoutim foi registada "uma adesão à greve de 100%".

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Em reação à paralisação, a Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve garante que está "disponível" para continuar a dialogar com os enfermeiros para chegar a um "entendimento sobre as reivindicações do SEP".

Segundo a ARS, o número de enfermeiros na região "tem vindo a aumentar nos últimos quatro anos" e está em fase de conclusão um concurso para o ingresso de mais profissionais.

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