Ministério Público quer julgar gang da PSP
MP defendeu que "não há como fugir" ao crime de associação criminosa.
O PSP de Ponte de Lima que está acusado de dois crimes de furto qualificado e um de associação criminosa foi o único dos dez arguidos do gang suspeito de dezenas de furtos a moradias de luxo, em Braga e Viana do Castelo, e a um banco, no centro de Braga, que renderam mais de 4,7 milhões de euros, a faltar esta quinta-feira ao início da fase de instrução do processo, que decorre no Tribunal de Braga. Carlos Alfaia é suspeito de ter dado informações ao grupo em troca de dinheiro.
Esta quinta-feira, o Ministério Público defendeu que "não há como fugir" ao crime de associação criminosa, uma vez que existe no processo "abundância de indícios" de que este crime foi cometido. O procurador pediu, por isso, a pronúncia de todos os arguidos nos termos da acusação.
A defesa dos dez arguidos tem entendimento diferente. Defendem que o crime só serve para manter alguns arguidos em prisão preventiva.
O grupo, desmantelado pela GNR de Braga em julho do ano passado, levou a cabo dezenas de assaltos a moradias abastadas e até a um banco. Entre dinheiro, joias e barras de ouro, sacaram 4,7 milhões de euros. Só no assalto ao Santander, no centro de Braga, esvaziaram 58 dos 60 cofres particulares, arrecadando 4 milhões de euros.
Os donos dos cofres arrombados e o Banco Santander Totta constituíram-se assistentes no processo. Exigem a devolução dos valores. O cantor pimba, Delfim Júnior, é outro dos assistentes. Ficou sem 200 mil euros em dinheiro e joias, num assalto em que o PSP está implicado.
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