Homem realizou burlas durante 30 anos com identidade falsa

Suspeito responde por 10 crimes de falsificação de documentos e por burlas.

15 de outubro de 2019 às 06:00
Tribunal de Santarém Foto: David Martins
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O Tribunal de Santarém começa esta terça-feira a julgar um homem de 54 anos que manteve uma identidade dupla durante 30 anos, e com a qual conseguiu ludibriar bancos para comprar casa própria e carro, entre outras situações de burla.

O Ministério Público imputa-lhe 10 crimes de falsificação de documento, um de burla simples e outro de burla qualificada, num processo em que também são arguidos a sua companheira e um amigo, que o ajudaram a conseguir os documentos de identificação falsos.

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O caso remonta a 1986, quando ‘António G.’, nascido em Ansião e vendedor ambulante, se apresentou na Conservatória do Registo Civil de Rio Maior dizendo chamar-se ‘Jorge S’ e solicitou a certidão de nascimento, que, na realidade, nunca existiu.

Mesmo sem indicar a filiação nem apresentar documentos comprovativos, o processo administrativo acabou por ser deferido, com a ajuda dos dois cúmplices que fizeram fé que ‘António’ era afinal ‘Jorge’, nascido a 1 de fevereiro de 1961.

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Poucas semanas depois, e já com bilhete de identidade, tratou do número de contribuinte nas Finanças, inscrição na Segurança Social e até do passaporte, que usou para ir ao Brasil, onde passou três meses como ‘Jorge S.’, já em 2016.

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