A24 isenta de portagem devido a corte da EN2
Estrada está cortada desde dezembro devido a derrocada provocada por intempérie.
A Estrada Nacional (EN) 2, em Castro Daire, onde em dezembro ocorreu uma derrocada de pedras e terra durante a tempestade ‘Elsa’ – e onde morreu o operador de uma máquina retroescavadora - continua interdita ao trânsito.
Milhares de pessoas têm de procurar alternativas, e a mais viável é a A24, que obriga a pagar portagem. Aos "constantes pedidos" do presidente da Câmara de Castro Daire, Paulo Almeida, para a "rápida resolução do problema com a realização de obras", o Governo respondeu até sábado "com silêncio", disse ontem o autarca.
"Não tivemos outra alternativa do que denunciar esta situação", disse Paulo Almeida, referindo que mal foi tornada pública a denúncia, foi contactado pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado, "para dizer que o troço da A24 entre Castro Daire e as Termas do Carvalhal vai ficar isento de portagens enquanto enquanto a EN2 estiver cortada".
A EN2 é a maior estrada nacional (liga Chaves a Faro) e é uma via fundamental para a população do território que atravessa – disso mesmo deu conta o primeiro-ministro António Costa, quando a 20 de agosto de 2019, a pouco mais de um mês das eleições, fez um périplo pela via.
"A EN2 é uma fonte de inspiração para uma nova etapa que iremos iniciar em outubro [eleições legislativas], sendo sempre necessário voltar às raízes para arrancar com mais força para o futuro", destacou na altura António Costa. No entanto, a ‘Elsa’ provocou a derrocada a 19 dezembro, e desde então nada foi feito para reparar a via.
"É um constrangimento enorme", diz Luís Machado, presidente da Associação de Municípios da Rota EN2.n
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