Empresa portuguesa confirma que explosivos de Beirute tinham como destino Moçambique. Carga "nunca foi entregue"

Fábrica de Explosivos encomendou 2,7 toneladas de nitrato de amónio que estiveram na origem das explosões. Carga foi apreendida em Beirute e substituída por outra remessa.

09 de agosto de 2020 às 07:49
Caos e destruição em Beirute: Imagens mostram momento da explosão e destroços na capital do Líbano Foto: Reuters
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A Fábrica de Explosivos de Moçambique (FEM) confirmou este domingo que encomendou as 2,7 toneladas de nitrato de amónio que estiveram na origem das explosões em Beirute, salientando que a carga apreendida pelas autoridades libanesas foi substituída por outra remessa.

A encomenda foi feita pela FEM, em 2013, à empresa Savaro, da Geórgia, e o local de descarga previsto era o porto da Beira, em Moçambique, disse à Lusa fonte oficial da firma moçambicana. 

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No entanto, aquela carga "nunca foi entregue", uma vez que o navio ficou retido em Beirute, por ordem das autoridades locais.

Segundo o jornal Público, a Fábrica de Explosivos de Moçambique é propriedade da empresa portuguesa Moura & Silva, sediada na Póvoa de Lanhoso.

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