Advogado em tribunal por burla de 350 mil euros em Gaia

Carlos Calvão Teixeira acusado de enganar empresário a quem pediu dinheiro.

29 de novembro de 2020 às 09:38
Tribunal de Vila Nova de Gaia Foto: Nuno Fernandes Veiga
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Carlos Calvão Teixeira está acusado de um crime de burla qualificada e dois crimes de falsificação de documentos. Será julgado em dezembro no Tribunal de Vila Nova de Gaia.

Diz o processo que o arguido, de 56 anos, era ainda gerente de uma empresa de construção de prédios e compra e venda de imóveis. No final de 2015, firmou acordo com um empresário que conhecia. Pediu um empréstimo para a empresa que geria e comprometeu-se a devolver o dinheiro em 11 meses. Como garantia, Teixeira hipotecou dois imóveis em Gaia.

Pouco depois da formalização do contrato, o arguido forjou documentos para anular as hipotecas dos dois imóveis. Falsificou para isso a assinatura do empresário a quem pediu o dinheiro e chegou ainda a forjar a assinatura de uma notária. Também assegurou, na qualidade de advogado, a autenticidade dos atos de anulação.

“O arguido agiu com o propósito pré-concebido de enganar o ofendido, fazendo-o crer que o empréstimo que solicitou e que lhe concedeu estava garantido através de hipotecas ”, diz o Ministério Público.

PORMENORES

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Banco foi lesado

No primeiro processo estava em causa uma burla de quase um milhão de euros à Caixa Geral de Depósitos. “A Justiça também é para os advogados “, disse a juíza em 2019 no Tribunal de São João Novo, no Porto.

Devolução

O Ministério Público quer que o arguido devolva os 350 mil euros. Já o empresário pede uma indemnização de 429 mil. Entre junho e julho de 2016, os dois imóveis foram vendidos a empresas do imobiliário.

Suspenso

No início deste ano, o advogado Carlos Calvão Teixeira foi suspenso pela Ordem. No outro processo em que foi condenado justificou os crimes cometidos com a “crise” financeira que o País atravessou.

No primeiro processo estava em causa uma burla de quase um milhão de euros à Caixa Geral de Depósitos. “A Justiça também é para os advogados “, disse a juíza em 2019 no Tribunal de São João Novo, no Porto.

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O Ministério Público quer que o arguido devolva os 350 mil euros. Já o empresário pede uma indemnização de 429 mil. Entre junho e julho de 2016, os dois imóveis foram vendidos a empresas do imobiliário.

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