Freiras e padre de Famalicão condenados a prisão por nove crimes de escravidão
Penas variam entre os 12 e os 17 anos.
Um padre, agora com 89 anos, e três freiras, uma delas a madre superior, foram condenados a penas entre os 12 e os 17 anos de prisão, pelo Tribunal de Guimarães, por nove crimes de escravidão.
Maria Arminda Costa foi condenada a 17 anos de prisão, o padre Joaquim Milheiro foi condenado a 15 anos de cadeia, enquanto a Maria Isabel Silva e a Joaquina Carvalho o tribunal aplicou as penas de 14 e de 12 anos de prisão, respetivamente.
Os crimes aconteceram durante mais de vinte anos no convento da Fraternidade Missionária Cristo jovem, de Requião, Vila Nova de Famalicão, onde os condenados sujeitaram jovens noviças a castigos severos e submissão.
O Centro social foi condenado a uma pena de multa de 400 mil euros.
A juíza presidente falou em "clima de terror e medo", em "agressões bárbaras" cometidas pelos arguidos, assim como de "escravidão e de crimes hediondos praticados por alguém que se diz representante de Deus na terra", os quais levaram à total "exploração e desumanização" das vítimas, que não recebiam "qualquer tipo de contrapartida", permitindo à fraternidade aumentar o seu património na modalidade de "poupança de custos".
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