Três mariscadores levados pelo Tejo em apenas 3 dias

Dois nepaleses desapareceram na noite de sábado quando apanhavam amêijoa. Só um foi encontrado.

08 de abril de 2024 às 01:30
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Dois mariscadores perderam a vida e um está desaparecido nas águas do rio Tejo em três dias. O último caso registou-se na noite de sábado, quando dois nepaleses que estavam a apanhar amêijoa junto ao Cais do Seixalinho, no Montijo, desapareceram.

O alerta foi dado pelas 23h06 e levou ao acionamento de meios da Autoridade Marítima, dos bombeiros e da Força Aérea para o local ainda durante a noite. As buscas permitiram localizar o corpo de um dos homens ao início da manhã, a pouca distância do local onde tinham sido vistos pela última vez. À hora de fecho desta edição continuavam as buscas pelo segundo. Acredita-se que os dois homens tenham sido apanhados pela subida da maré.

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Na quinta-feira, outro mariscador, de nacionalidade nigeriana, foi encontrado sem vida numa zona de lodo, na Moita. Estava desaparecido desde 26 de março, alegadamente em circunstâncias idênticas à dos nepaleses.

A apanha da amêijoa no Estuário do Tejo é uma atividade ilegal, mas altamente lucrativa, com o preço do quilo a chegar aos sete euros.

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