Burlão de arte paga 50 mil euros para não ir preso

Polícia Judiciária apreendeu ao homem, de 55 anos, mais de mil peças de arte de artistas nacionais e estrangeiros.

05 de julho de 2024 às 01:30
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Tinha em sua posse mais de mil peças de obras de arte de artistas como Dalí, Noronha da Costa ou Manuel Cargaleiro, avaliadas em centenas de milhares de euros, cuja autenticidade vai ser verificada.

O homem, de 55 anos, fazia acordos com galerias e particulares para obter as obras e nunca chegava a pagar. Falsificava documentos para as conseguir vender a terceiros e fez com isso uma fortuna. Foi detido pela PJ e levado a um juiz. Foi solto com termo de identidade e residência após pagar uma caução de 50 mil euros. Responde por falsificação de documentos e burla qualificada.

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O esquema terá lesado pelo menos duas galerias e dois particulares. As autoridades realizaram buscas no Porto, Guimarães e Alpendurada, no Marco de Canaveses.

Num dos casos, uma pessoa que tinha uma coleção privada avaliada em mais de 600 mil € e que se queria livrar dela fez um contrato com o burlão, que lhe teria de pagar 250 mil euros. O homem ficou com algumas peças, vendeu-as, mas nunca pagou ao proprietário. Lesou galerias ao assinar contratos para adquirir quotas de mais de 100 mil euros, dinheiro esse que nunca pagou.

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