Mata a ‘ex’ por não gostar que ela fosse guarda-redes na equipa feminina de futebol
Assassino ficou em preventiva. Relação entre a vítima e o homicida tinha-se deteriorado há cerca de um mês.
Mãe, amiga, atleta. É assim que a população do Pego, no concelho de Abrantes, guarda a memória de Aimone dos Santos, de 34 anos, que no domingo passado foi assassinada a tiro pelo ex-companheiro, João dos Santos, de 61 anos, em plena via pública. O facto de a vítima ser guarda-redes na equipa feminina de futebol local foi uma das razões que levaram à tragédia.
A relação entre a vítima e o homicida tinha-se deteriorado há cerca de um mês. O homem deixou a casa. A mulher permaneceu na habitação, com os filhos, e continuava a trabalhar no lar de idosos da terra, ao mesmo tempo que defendia as redes da equipa de futebol feminino da Casa do Povo do Pego.
Ao CM, vizinhos relataram discussões anteriores e explicaram que a prática desportiva da vítima era uma das causas de diferendo do casal.
Este domingo, após ter sido emboscada à porta de sua casa pelo homem, que a esperava de caçadeira e disparou, a mulher continuou o caminho a pé, em direção ao trabalho, pedindo ajuda aos vizinhos por onde ia passando, até perder as forças e cair. Ainda foi conduzida ao hospital, onde acabaria por morrer.
João dos Santos, que primeiro fugiu do local e, horas após o homicídio, se entregou na GNR, foi esta segunda-feira ouvido em tribunal, por um juiz de instrução criminal, que lhe aplicou a medida de coação de prisão preventiva.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt