231 chefes das cadeias com média de quase 59 anos
Sindicato representativo da classe diz que curso para mais 45 elementos é positivo, mas insuficiente devido à escassez.
O quadro de chefes da Guarda Prisional prevê 526 lugares, mas segundo a associação sindical do setor, apenas 231 profissionais estão a trabalhar nos estabelecimentos prisionais do país. E pior do que isso, aponta a Associação Sindical de Chefias do Corpo da Guarda Prisional (ASCCGP), é a média de idades dos chefes: 58,75 anos.
A ASCCGP considera positiva a notícia da abertura de um curso para 45 novos chefes, que teve início na segunda-feira. A forte escassez de efetivos, no entanto, "não tranquiliza as cadeias de comando". "Este curso só acabará em janeiro de 2027, apesar de já estarem descongeladas mais 45 vagas", explicou a ASCCGP.
A associação sindical pede ainda ao Governo que efetue a alteração legislativa que acabe com os limites de remuneração do trabalho suplementar, bem como atualize o suplemento de segurança prisional e o suplemento de comando.
Por fim, a ASCCGP diz "não partilhar a euforia do Governo" com a notícia de terem sido alcançados 575 candidatos a guarda prisional, relembrando que no anterior curso foram apenas 480 os candidatos, e que agora apenas 55 estão a terminar a formação.
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