57 arguidos por atearem fogos
GNR levantou 194 autos pelo crime de incêndio na região.
Um total de 57 pessoas foram identificadas e constituídas arguidas, este ano, pelo crime de incêndio florestal na região do Algarve.
De acordo com os dados revelados pelo Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro, no âmbito do balanço do Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Florestais de 2017, três indivíduos portugueses, de 57, 52 e 71 anos, foram detidos em flagrante pela GNR por atearem incêndios florestais nos concelhos de Silves, Monchique e Lagoa.
Ao todo, a GNR constituiu 52 arguidos e levantou 194 autos pelo mesmo crime. Já a Polícia Judiciária deteve dois homens e constituiu cinco arguidos, no âmbito de investigações dos incêndios florestais na região.
Segundo as causas apuradas pela GNR, que investigou os 365 incêndios registados na região até 31 de outubro, verificou-se uma diminuição das causas negligentes no uso de fogo: apenas 21,6% dos incêndios foram provocados devido a este fator, face aos 29% registados em 2016 e os 34% em 2015.
Entre 1 de janeiro e 31 de outubro foram registadas pelo CDOS 365 ocorrências, das quais 270 falsos alarmes. Dos 365 fogos, apenas nove não foram dominados no ataque inicial, ou seja, nos primeiros 90 minutos do incêndio. Neste período arderam 290 hectares na região, menos 5510 hectares do que no período homólogo de 2016.
Da área ardida, 40 hectares resultaram de um incêndio na zona da Conceição, em Tavira, e 100 hectares de outro na zona do Ludo, em Loulé.
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