"A decisão repõe a verdade dos factos": Médicos gémeos suspeitos de fraude à Segurança Social reagem a medida de coação
"Twin docs" foram detidos no âmbito da "Operação Relax". Medida de coação foi decretada, esta sexta-feira, pelo Tribunal Central de Instrução Criminal.
Pedro Barreira e João Vasco Barreira, os dois irmãos gémeos médicos detidos por suspeitas de envolvimento numa fraude à Segurança Social, reagiram prontamente à medida de coação que o Tribunal Central de Instrução Criminal decidiu, esta sexta-feira, imputar-lhes: a liberdade.
"A decisão de hoje repõe a verdade dos factos", admitem os "Twin docs" numa nota enviada ao Correio da Manhã, onde reforçam que sempre exerceram funções "sem qualquer benefício ou contrapartida". No mesmo documento, Pedro e João fazem afirmam ter-lhes sido aplicada a medida de coação mais leve prevista na lei - Termo de Identidade e Residência (TIR) - "sem qualquer proibição de contactos, sem apreensão de documentos, sem qualquer condicionamento à atividade profissional.
Os dois irmãos abordam ainda o impacto que o seu envolvimento no processo da "Operação Relax" teve a nível pessoal e profissional. Os "Twins docs" consideram "desproporcional" a "gravidade da medida inicialmente aplicada - a detenção - e o resultado a que o processo chegou: a ausência de qualquer indício de crime".
Recorde-se que os gémeos foram detidos no âmbito da investigação que teve como principal arguida Emuna Mia, uma médica suspeita de ter passado ilegalmente 182 reformas por invalidez, tendo defraudado o Estado em 18 milhões de euros. Por cada atestado de invalidez que passasse, a médica de Benavente ganhava 1000 euros. Pedro e João terão validado as decisões da colega de Santo Estêvão, na qualidade de peritos do Centro Distrital de Santarém. Também Emuna Mia ficou em liberdade, no entanto, o tribunal determinou a suspensão de funções da mulher e a proibição de sair do País, com entrega de passaporte.
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