Duas mulheres mortas e 22 feridos em atropelamento de autocarro em Agualva-Cacém
Vítimas mortais estavam na paragem à espera do autocarro. Motorista terá confundido pedais e acelerado na direção das vítimas.
Duas pessoas morreram e 22 ficaram feridas num atropelamento com um autocarro da Carris Metropolitana, junto à estação de comboios em Agualva-Cacém, na manhã desta terça-feira. Todos os feridos foram considerados ligeiros, seis foram assistidos por psicólogos.
As vítimas mortais são duas mulheres - uma de 18 anos e de nacionalidade cabo-verdiana e outra de 60 e portuguesa - , que estavam na paragem e foram colhidas pelo autocarro que colidiu com um pilar. Os restantes feridos seguiam dentro do veículo foram transportados para os hospitais de Cascais, Amadora-Sintra, São Francisco Xavier e Santa Maria.
A motorista, que ia a conduzir o autocarro da carris, ainda não foi inquirida formalmente pelos inspetores da Pj, mas já conversou com os mesmos. Tudo aponta para que se tenha enganado e tenha acelerado na direção das vítimas. Está hospitalizada e muito abalada. O CM sabe que em causa podem estar dois homicídios por negligência.
Pelas 9h30, a patrulha da Polícia de Segurança Pública que se deslocava junto à estação verificou que se tinha dado um acidente dentro do túnel, cujo acesso está limitado, informou Francisco Xavier, Intendente da PSP.
A autoridade policial manifestou um sentimento de pesar para com a família e amigos das vítimas.
O alerta foi dado às 9h44. Os bombeiros envolvidos são de Agualva-Cacém, Queluz, Algueirão-Mem Martins, São Pedro de Sintra, Belas, Oeiras, Barcarena, Carnaxide, duas VMERS, INEM, PSP e Proteção Civil.
Segundo o comandante dos Bombeiros de Agualva-Cacém, João Raminhos, o autocarro não travou ao chegar à paragem atropelando as duas mulheres.
A condutora do autocarro, de 28 anos, ficou em choque e foi assistida por psicólogos do INEM.
O presidente da Câmara de Sintra, Marco Almeida, já está no local e a autarquia enviou uma equipa de psicólogos.
O comunicado emitido pelo Hospital Amadora-Sintra, ao final da tarde desta terça-feira, dá conta de que já foram assistidos 15 utentes, dos quais um foi triado como muito urgente, sete como urgentes e outros sete com prioridade pouco urgente. Doze dos utentes já tiveram alta hospitalar, três permanecem sob observação.
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