Acidentes com trotinetas fazem 15 mortos em sete anos

Números de PSP e GNR mostram aumento de sinistros com estes veículos. 2023 foi o ano crítico, com oito mortes ao todo.

14 de março de 2026 às 01:30
Trotinetes destruídas em Braga Foto: Nelson Rodrigues
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Os acidentes com as trotinetas a motor elétrico já são quase cinco mil desde 2019. Só na área de ação da GNR, até final do ano passado, houve 1843 acidentes. A estes, acrescem os 2767 reportados pela PSP na semana passada e já noticiados pelo CM. Ao todo, estes sinistros mataram 15 pessoas em Portugal. O ano mais negro foi 2023, quando a GNR registou mais mortes: cinco. A estas, somam-se ainda três mortes reportadas pela PSP. Oito no total.

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Nos dados divulgados esta sexta-feira, a GNR refere que o aumento da sinistralidade ligado às trotinetas é verificado, sobretudo, em 2023 e 2024. Nesses dois anos houve 1253 acidentes, sendo aqueles em que mais sinistros aconteceram no período em análise.

No que toca aos distritos, Aveiro e Faro são os piores em número de sinistros e também de feridos (com e sem gravidade). No entanto, é em Setúbal que os acidentes com trotinetas provocaram mais mortes (três desde 2019).

Não obstante a diminuição nos números de 2025 (458 acidentes), a GNR continua a olhar para os valores como sendo “preocupantes”. Até porque este ano, até final do mês passado, a Guarda registou 72 acidentes com estes veículos - tantos quanto em todo o ano de 2022.

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Como principais causas destes números, a GNR aponta “a circulação em locais indevidos (passeios), o desrespeito pela sinalização e a não utilização de dispositivos de segurança e proteção”.

As trotinetas elétricas, relembra a Guarda, são equiparadas a velocípedes no Código da Estrada, estando sujeitas às mesmas regras. Além disso, é ainda recomendado que quem se desloque nestes veículos utilize capacete, vestuário retrorrefletor e não consuma bebidas alcoólicas.

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