ACT averigua morte de trabalhadora em tear de fábrica de tendas
Maria José Silva, 52 anos, ficou com roupa presa na máquina. Morreu à frente da única colega de trabalho.
Maria José Silva, de 52 anos, estava a operar o tear numa fábrica de tecelagem de telas para tendas, em Celeirós (Braga), quando uma peça de roupa que trazia vestida ficou presa na máquina. A trabalhadora foi puxada e trucidada, perante o horror da única colega de trabalho, que saiu a pedir socorro. A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) esteve no local e está a investigar. O tear em causa será um equipamento antigo, sem sistema de paragem automática em caso de acidente.
O alerta foi dado pelas 09h10 desta quarta-feira, para o 112, mas a notícia rapidamente correu na freguesia bracarense. "Soube ali no talho e fiquei chocada. Coitada da Zeza", disse ao CM, Arminda, enquanto olhava para os meios de socorro parados em frente à fábrica. A empresa era desconhecida da maioria dos moradores. "Moro mesmo aqui nas traseiras e nem sabia da existência desta fábrica, mas à Zeza conhecia-a bem. Os pais são meus vizinhos, coitados, vieram aqui à farmácia para fazer a vacina da gripe e souberam. A mãe desmaiou logo", contou, ainda incrédula, outra vizinha, Isaura.
Tanto os pais de Maria José, como os dois filhos, foram de imediato para o local, onde estiveram a receber apoio por parte da equipa de Psicólogos do INEM. O Núcleo de Investigação Crminal da GNR de Braga também fez perícias no local. O corpo foi removido para autópsia pelas 12h00.
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