Acusa comandante de Braga de a humilhar e perseguir no local de trabalho
Funcionária dos Bombeiros Sapadores de Braga diz que Nuno Osório colocou câmara apontada ao seu posto de trabalho e a isolou com um vidro junto à secretária.
Uma funcionária dos bombeiros sapadores de Braga acusa o comandante Nuno Osório e o adjunto Carlos Silva de tratamento humilhante e persecutório no local de trabalho. Filipa Costa avançou com queixa na Justiça. Os dois elementos do comando do Batalhão de Sapadores começam esta segunda-feira a ser julgados por assédio moral.
Começou por ser proibida de falar e de fazer as refeições com as funcionárias da limpeza, em agosto de 2022. Passou a fazer as refeições isolada. Em abril do ano seguinte, depois de recusar o transporte da mãe da funcionária numa ambulância da corporação, o comandante deixou de lhe dirigir a palavra. Toda a comunicação com a funcionária administrativa era feita por e-mail. Um ano depois, Osório mandou colocar um vidro para isolar a trabalhadora na secretaria e apontou uma câmara de videovigilância diretamente para o posto de trabalho de Filipa Costa. As acusações contam na petição que esta segunda-feira vai a julgamento, na central cível do Tribunal de Braga.
Filipa Costa, de 50 anos, acusa o comandante e o adjunto de a terem esvaziado de funções profissionais e de a impedirem de trabalhar. A funcionária administrativa, que tinha sido colocada no Batalhão de Sapadores de Braga ao abrigo do estatuto de vítima de violência doméstica, para proteção no ambiente de trabalho, passou a sofrer de perturbação depressiva. Começou a ser vista por psicólogo e psiquiatra, onde ainda é seguida.
Depois de ter estado de baixa, a trabalhadora foi colocada no Centro Coordenador de Transportes de Braga. Foi processada por difamação e denúncia caluniosa, por Nuno Osório, mas o Ministério Público arquivou a queixa, "por carência de indícios".
Contactado pelo CM, Nuno Osório confirmou a existência do processo, mas recusou-se a prestar declarações.
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