Acusação a movimento de extrema-direita fechada com 11 arguidos

Despacho deverá ser entregue às defesas dos acusados do Movimento Armilar Lusitano nesta quinta-feira.

18 de junho de 2026 às 08:25
Bruno Gonçalves, chefe da PSP, é um dos principais acusados do processo, que tem 11 arguidos Foto: Direitos reservados
Armamento apreendido ao Movimento Armilar Lusitano. Algumas armas foram impressas. Foto: CMTV

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Onze membros do grupo neonazi Movimento Armilar Lusitano (MAL), desmantelado em junho do ano passado numa investigação da Unidade Nacional de Contraterrorismo da Polícia Judiciária (UNCT/PJ), estão acusados pelo DCIAP do Ministério Público. O despacho deverá ser entregue às defesas nesta quinta-feira, data limite imposta por lei, devido às prisões preventivas decretadas a quatro dos arguidos.

O documento, sabe o CM, é assinado pela procuradora Cláudia Porto, autora de grande parte das recentes acusações por crimes de terrorismo. No processo, em que foram investigados crimes de terrorismo, associação criminosa, ou posse de arma ilegal, foi encontrada, apurou o nosso jornal, uma lista com pelo menos 10 páginas de personalidades, na sua maioria ligadas à esquerda política, que o MAL se propunha vigiar. São, segundo os arguidos, pessoas "anti-patrióticas", e "contrárias ao nacionalismo". Nos interrogatórios complementares a arguidos, realizados já no corrente mês, surgiram mesmo suspeitas de que o grupo poderia estar a preparar a um ataque direto a um titular de um cargo político importante. O plano viria a não ser concretizado, por alegada falta de membros para a realização do mesmo. 

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Recorde-se que o MAL tinha, em lugar de destaque, um chefe da PSP. Trata-se de Bruno Gonçalves, em comissão de serviço na Polícia Municipal de Lisboa, e que é agora um dos quatro acusados que se mantêm em prisão preventiva.

Uma mulher, tida como membro fundador do MAL, e que chegou a liderar o grupo, está também entre os 11 acusados.

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