Acusado de matar amigo com um empurrão
Diogo brincava com Bruno, foi empurrado nas escadas rolantes e caiu para a morte.
Dois anos depois da morte do jovem de 17 anos numa queda das escadas rolantes do centro comercial Alegro de Setúbal, o amigo que seguia com Diogo Montenegro foi acusado pelo Ministério Público do crime de homicídio negligente. A investigação concluiu que Bruno Cruz, agora com 18 anos, empurrou Diogo mas não teve a intenção de provocar a morte.
"O arguido não previu essa possibilidade e não colocou a hipótese de os referidos empurrões causarem o desequilíbrio de Diogo Montenegro e consequentemente a queda que, necessariamente e em virtude da altura, lhe causaria a morte como causou", lê-se na acusação da 1ª secção do DIAP de Setúbal, à qual o CM teve acesso.
O caso remonta a dezembro de 2014, um mês após a inauguração do centro comercial, e a uma semana do Natal, quando os dois jovens tinham acabado de sair de uma loja do segundo piso e se dirigiam para o piso inferior, tendo apanhado as escadas rolantes. Bruno e Diogo seguiam na brincadeira e o primeiro empurrou o segundo. "Diogo Montenegro não se conseguiu agarrar e caiu no vão das escadas, embatendo no solo, no piso inferior", descreve a acusação. Diogo ainda foi transportado ao hospital, mas sofreu lesões cranianas e acabou por morrer dias antes do Natal – e de completar a maioridade.
A família nunca se conformou com a tese de acidente e os pais da vítima, que residia no Pinhal Novo, constituíram-se assistentes. As imagens de videovigilância foram juntas ao processo e revelaram-se decisivas.
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