Adjudicado estudo sobre rochedo em risco de derrocada na Arrábida

Rochedo tem mais de mil toneladas e já obrigou ao corte da estrada entre as praias da Figueirinha e Galapos, em 2023.

24 de janeiro de 2026 às 08:41
Câmara de Setúbal encerrou troço de estrada da Arrábida devido a risco de derrocada Foto: Rui Minderico
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A presidente da Câmara Municipal de Setúbal revelou sexta-feira que foi adjudicado um estudo geológico e geotécnico do bloco rochoso que obrigou ao corte da estrada entre as praias da Figueirinha e Galapos em fevereiro de 2023.

"Estabelecemos o necessário diálogo com o Ministério do Ambiente, com a Secil, com o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e ainda com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), e procurámos a concertação entre todas as partes", disse Maria das Dores Meira.

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"O protocolo foi assinado (...) antes do Natal e o estudo geológico e geotécnico foi, de seguida, adjudicado pela [empresa cimenteira]] Secil", acrescentou.

O rochedo em causa, que segundo a Proteção Civil poderá ter mais de mil toneladas, está em risco de cair sob a estrada do Círio (Estrada Nacional 379-1), entre a praia da Figueirinha e o portinho da Arrábida, o que condiciona o acesso a outras praias e obriga os automobilistas a um percurso alternativo muito mais longo, pelo alto da serra da Arrábida.

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A autarca eleita pelo movimento independente Setúbal de Volta reconhece que se trata de um "processo muito complexo, que exige avaliação em áreas de engenharia nas quais existem poucos especialistas" e responsabiliza o anterior executivo, de maioria CDU, pela demora na resolução do problema.

"Havia sido há muito propagado pelo anterior executivo da Câmara um protocolo que nunca foi assinado por ninguém. A própria Câmara deixou de responder ao Ministério do Ambiente sobre este assunto", disse Maria das Dores Meira.

O vereador da CDU na Câmara de Setúbal, Nuno Costa, reagiu, refutando as acusações de Dores Meira, e garantiu que já lhe tinha mostrado a correspondência do município com diversos organismos do estado, a solicitar a assinatura do referido protocolo.

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"Eu já tive a oportunidade de mostrar, no final de uma sessão de câmara, à senhora presidente, vários 'emails' na tentativa de assinar esse protocolo", sublinhou Nuno Costa.

"Disseram à senhora presidente, já neste mandato, que não tinham recebido o protocolo, o que é falso. Há vários 'emails', não só a enviar o protocolo para as várias entidades, mas também a solicitar que o mesmo fosse assinado. Há até mensagens trocadas com o chefe de gabinete de um Secretário de Estado, a pedir para que essa situação se concretizasse", acrescentou o autarca comunista.

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Convicto de que a CDU fez a parte mais difícil, ao juntar à mesa todas as entidades neste processo, "quando ninguém queria assumir responsabilidades", Nuno Costa garantiu que, "se houve inércia, não foi por parte da CDU".

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