Advogado chora ao confessar burla de 1,3 milhões de euros à Caixa Geral de Depósitos

Forjou documentos e lesou a Caixa em 1,3 milhões de euros.

08 de março de 2019 às 09:19
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Carlos Calvão Teixeira chorou ao confessar ao coletivo de juízes do Tribunal de S. João Novo, no Porto, que utilizou um esquema fraudulento para lesar a Caixa Geral de Depósitos (CGD) em 1,3 milhões de euros. O advogado, de 55 anos, alegou que foi devido à crise que recorreu a documentos falsos para anular as hipotecas de imóveis que tinha dado como garantia ao banco. "Sou o único responsável por estes factos.Tudo o que está na acusação é verdade", referiu.

O advogado pediu os empréstimos milionários em nome de quatro empresas de compra, venda e construção de imóveis. "Em 2012, fui assolado pela grande crise vivida. A Caixa só representava 50% do financiamento e eu tinha de comparticipar o resto. Um empreiteiro declarou insolvência e eu não vendia imóveis. Tive de me socorrer dos meus bens. Fui para o lado da asneira. Socorri-me deste método fraudulento para sustentar as sociedades. Foi esta a minha estratégia. Pensei que poderia liquidar tudo sem que ninguém percebesse", frisou.

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O advogado responde por sete crimes de falsificação de documentos e quatro de burla qualificada - estava acusado de mais três, mas, na audiência de ontem, chegou a acordo com a CGD, e foi extinta essa responsabilidade criminal.

"Em 2012, eu tinha uma excelente vida e ganhava muito dinheiro na advocacia. Perdi isso tudo. A ganância levou-me a isto e eu já era rico. Perdi até a minha família. Vendi um jipe de 100 mil euros e até o carro da minha ex- -mulher", disse o arguido.

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