Advogado chora ao confessar burla de 1,3 milhões de euros à Caixa Geral de Depósitos
Forjou documentos e lesou a Caixa em 1,3 milhões de euros.
Carlos Calvão Teixeira chorou ao confessar ao coletivo de juízes do Tribunal de S. João Novo, no Porto, que utilizou um esquema fraudulento para lesar a Caixa Geral de Depósitos (CGD) em 1,3 milhões de euros. O advogado, de 55 anos, alegou que foi devido à crise que recorreu a documentos falsos para anular as hipotecas de imóveis que tinha dado como garantia ao banco. "Sou o único responsável por estes factos.Tudo o que está na acusação é verdade", referiu.
O advogado pediu os empréstimos milionários em nome de quatro empresas de compra, venda e construção de imóveis. "Em 2012, fui assolado pela grande crise vivida. A Caixa só representava 50% do financiamento e eu tinha de comparticipar o resto. Um empreiteiro declarou insolvência e eu não vendia imóveis. Tive de me socorrer dos meus bens. Fui para o lado da asneira. Socorri-me deste método fraudulento para sustentar as sociedades. Foi esta a minha estratégia. Pensei que poderia liquidar tudo sem que ninguém percebesse", frisou.
O advogado responde por sete crimes de falsificação de documentos e quatro de burla qualificada - estava acusado de mais três, mas, na audiência de ontem, chegou a acordo com a CGD, e foi extinta essa responsabilidade criminal.
"Em 2012, eu tinha uma excelente vida e ganhava muito dinheiro na advocacia. Perdi isso tudo. A ganância levou-me a isto e eu já era rico. Perdi até a minha família. Vendi um jipe de 100 mil euros e até o carro da minha ex- -mulher", disse o arguido.
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