Afogamento foi causa da morte de André Rato

Família não acredita que o fugitivo tenha morrido afogado e critica a atuação da GNR.

05 de novembro de 2016 às 09:33
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A causa do óbito de André Rato, que morreu durante a fuga à GNR, na passada quinta-feira, em Vila Verde, foi afogamento. Essa é a indicação do resultado preliminar da autópsia, que, segundo soube o CM, afasta qualquer hipótese de intervenção direta de terceiros neste trágico desfecho.

Contudo, nem a família nem os amigos de André acreditam nisso e prometem levar até às últimas consequências a "busca pela verdade". "Eu não acredito que o meu filho tenha morrido afogado num sítio onde até uma criança de cinco anos atravessa o rio. Ali houve mais alguma coisa", referiu ao CM Beatriz Eusébio, mãe do jovem, admitindo que a GNR o tenha agredido ou atingido a tiro antes de ele ter caído à água.

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André, de 26 anos, era um dos três ocupantes - suspeitos de furtos em cafés - do carro que foi perseguido na quinta-feira de manhã pela GNR, entre Soutelo e Loureira, concelho de Vila Verde, que culminou com a captura de um jovem de 15 anos e a fuga, para parte incerta, de Nelson Malheiro, de 26.

A família de André assegura que este não era ladrão e que apenas foi apanhado na situação por ter ido levar Nelson, conhecido por ‘Fernas’, e o irmão a casa. "Ele nunca foi acusado de roubo. Nunca!", exclamou ao CM a mãe, acrescentando que, por causa de uma multa, o filho tinha sido ameaçado de morte por um agente da PSP.

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‘Fernas’, o fugitivo, continua a ser procurado pelas autoridades e o irmão, menor, foi novamente institucionalizado.

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