Correio da Manhã

Afogamentos disparam nos últimos oito anos
Foto Direitos Reservados
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Foto CMTV
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Por Miguel Curado | 01:30
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Estatística aponta 122 mortos em 2017. Subida é de 84,7% face aos 68 óbitos de 2009.

O número de afogamentos em Portugal (praias de mar e fluviais, piscinas públicas e privadas, poços e outros cursos de água) disparou nos últimos oito anos.

Segundo o relatório da Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores (FEPONS), que criou um Observatório do Afogamento, 122 pessoas morreram no ano passado, uma subida de 84,7% face aos 68 óbitos de 2009.

Ainda esta terça-feira, um homem de 38 anos morreu ao fazer bodyboard na praia da Nazaré, e um turista alemão foi salvo, em pré-afogamento, na praia da Fuzeta, Algarve.

A Autoridade Marítima Nacional (AMN) desconfia da credibilidade destes números. "Só podemos atestar um óbito por afogamento após autópsia. Em 2017, registámos 20 mortes na área vigiada, durante a época balnear", explicou o comandante Pereira da Fonseca, porta-voz da AMN.

Segundo Alexandre Tadeia, presidente da FEPONS, "só foi possível comparar os anos de 2009 e 2017, porque não há estatísticas oficiais dos anos intermédios". "Junho e agosto de 2017 foram os meses com mais afogamentos.

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As pessoas tomam banho em zonas não indicadas, e é aí que ocorrem mais mortes".

Homem morre a praticar bodyboard na praia da Nazaré 
Um homem de 38 anos morreu ontem quando praticava bodyboard na companhia de amigos e sentiu-se indisposto, apresentando convulsões, na praia do Norte, na Nazaré. A vítima, de Vila Nova de Gaia, estava de barriga para baixo, junto à prancha, fora do agueiro, a 30 metros da costa.

Ainda foi socorrido pelos amigos, um deles enfermeiro que lhe prestou os primeiros socorros. Outros praticantes de desportos aquáticos foram em auxílio e trouxeram a vítima para terra. Apesar das manobras, o homem morreu no local.

51 mortes entre junho e setembro  
Das 122 mortes por afogamento registadas no ano passado pela Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores, a maioria (52) não foi presenciada por quaisquer testemunhas. Não foram registadas tentativas de salvamento em 92 situações.

Dos 122 óbitos registados no ano passado, 51 ocorreram entre os meses de junho e setembro.

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