Afogamentos na Páscoa matam 42 pessoas em quatro anos
Federação Portuguesa de Nadadores salvadores apela a vigilância durante todo o ano.
As férias e a subidas das temperaturas fazem prever enchente nas praias portuguesas nos próximos dias. Mas o mar ainda é de inverno o que torna "a Páscoa num dos períodos mais críticos para os afogamento em Portugal", de acordo com a Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores.
Segundo os dados da FPNS, entre 2022 e 2025, foram registadas 42 mortes por afogamento durante este período - nove em 2002, oito em 2023, 20 em 2024 e cinco no ano passado. "A análise comparativa revela ainda que a média quinzenal de afogamentos em Portugal (2019–2024) foi de 4,96, o que coloca o período da Páscoa consistentemente acima da média nacional, evidenciando um aumento significativo do risco nesta altura do ano."
A FPNS alerta para o facto de "a maioria das praias ainda não se encontrar vigiada" e "existir uma perceção reduzida do risco fora da época balnear". Ao mesmo tempo, "muitas das vítimas encontravam-se em contexto de lazer, a passear junto à água ou simplesmente permanecer em zonas costeiras e margens, muitas vezes sem intenção de entrar na água".
"Neste contexto, a Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores reforça uma proposta que tem vindo a defender há vários anos: a necessidade de assegurar assistência a banhistas ao longo de todo o ano, à semelhança do que já acontece em diversos países. A evidência demonstra que o risco de afogamento não está limitado à época balnear, verificando-se um número significativo de ocorrências fora desse período, nomeadamente durante a Páscoa. A implementação de um modelo de vigilância contínua, ajustado às características e risco de cada local, é uma medida essencial para a redução do número de vítimas."
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