Agride a murro e dá mordidela na orelha de colega após desentendimento na escola

Agressor está suspenso preventivamente enquanto decorre um processo disciplinar interno no estabelecimento de Mangualde.

19 de setembro de 2026 às 01:30
Caso aconteceu na Escola Secundária Dra. Felismina Alcântara, em Mangualde Foto: Direitos Reservados
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Quando entravam num pavilhão da Escola Secundária Dr.ª Felismina Alcântara, em Mangualde, dois alunos (ambos com 15 anos e da mesma turma de 9.º ano) envolveram-se numa discussão que acabou com um dos jovens agredido a murro e com uma mordidela na orelha. O caso aconteceu na quinta-feira.

Ao CM, uma funcionária da escola (que pediu anonimato), refere que "um dos alunos terá apertado o pescoço do colega, que respondeu com um murro. O rapaz deu-lhe depois vários murros na cabeça e no rosto e até uma mordida na orelha. O miúdo ficou caído no chão até serem chamados os bombeiros". Foi assistido no local e levado depois para o hospital de Viseu. Na sequência da discussão, o jovem ficou com vários hematomas, mas acabou por ter alta hospitalar passado algumas horas. 

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A GNR foi também chamada à escola e tomou conta da ocorrência, uma medida "normal para situações deste género", explica Joaquim Loureiro, diretor da escola. Segundo o docente, o agressor já foi "suspenso preventivamente" e há um "processo disciplinar interno para perceber as circunstâncias em que tudo aconteceu". "Os pais dos dois alunos já foram chamados e estão a acompanhar o processo. Já nomeamos um instrutor do processo disciplinar que na segunda-feira vai começar a ouvir os intervenientes, as testemunhas e quem achar relevante para se apurar toda a verdade", acrescenta.

Esta sexta-feira, o tema dominava as conversas entre os alunos da escola. "Ouvimos dizer que houve um episódio de agressões mas não temos muitos pormenores, porque são alunos do 9º ano e nós já somos mais velhos", explicou um aluno que integrava um grupo que esteve concentrado à porta do estabelecimento. Esta sexta-feira, o aluno agredido, que tem problemas de saúde e que vinha a ser acompanhado por profissionais, já regressou às aulas. Ao que foi possível apurar, o ambiente na turma não sofreu perturbações.

Os familiares do aluno agredido denunciaram a situação mas depois optaram por não prestar declarações sobre o caso. A família garante que tem fotografias que comprovam as agressões: hematomas que o jovem tem na cabeça.

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Agressões foram caso isolado

Ambos os alunos estavam noutra escola no ano passado, ambas do Agrupamento de Escolas de Mangualde. O diretor garante que o episódio de agressões ocorrido na tarde de quinta-feira é um caso isolado. "Trata-se de uma situação pontual e não devemos alarmar a comunidade escolar por causa de um episódio", diz Joaquim Loureiro.

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