Agride a murro e dá mordidela na orelha de colega após desentendimento na escola
Agressor está suspenso preventivamente enquanto decorre um processo disciplinar interno no estabelecimento de Mangualde.
Quando entravam num pavilhão da Escola Secundária Dr.ª Felismina Alcântara, em Mangualde, dois alunos (ambos com 15 anos e da mesma turma de 9.º ano) envolveram-se numa discussão que acabou com um dos jovens agredido a murro e com uma mordidela na orelha. O caso aconteceu na quinta-feira.
Ao CM, uma funcionária da escola (que pediu anonimato), refere que "um dos alunos terá apertado o pescoço do colega, que respondeu com um murro. O rapaz deu-lhe depois vários murros na cabeça e no rosto e até uma mordida na orelha. O miúdo ficou caído no chão até serem chamados os bombeiros". Foi assistido no local e levado depois para o hospital de Viseu. Na sequência da discussão, o jovem ficou com vários hematomas, mas acabou por ter alta hospitalar passado algumas horas.
A GNR foi também chamada à escola e tomou conta da ocorrência, uma medida "normal para situações deste género", explica Joaquim Loureiro, diretor da escola. Segundo o docente, o agressor já foi "suspenso preventivamente" e há um "processo disciplinar interno para perceber as circunstâncias em que tudo aconteceu". "Os pais dos dois alunos já foram chamados e estão a acompanhar o processo. Já nomeamos um instrutor do processo disciplinar que na segunda-feira vai começar a ouvir os intervenientes, as testemunhas e quem achar relevante para se apurar toda a verdade", acrescenta.
Esta sexta-feira, o tema dominava as conversas entre os alunos da escola. "Ouvimos dizer que houve um episódio de agressões mas não temos muitos pormenores, porque são alunos do 9º ano e nós já somos mais velhos", explicou um aluno que integrava um grupo que esteve concentrado à porta do estabelecimento. Esta sexta-feira, o aluno agredido, que tem problemas de saúde e que vinha a ser acompanhado por profissionais, já regressou às aulas. Ao que foi possível apurar, o ambiente na turma não sofreu perturbações.
Os familiares do aluno agredido denunciaram a situação mas depois optaram por não prestar declarações sobre o caso. A família garante que tem fotografias que comprovam as agressões: hematomas que o jovem tem na cabeça.
Agressões foram caso isolado
Ambos os alunos estavam noutra escola no ano passado, ambas do Agrupamento de Escolas de Mangualde. O diretor garante que o episódio de agressões ocorrido na tarde de quinta-feira é um caso isolado. "Trata-se de uma situação pontual e não devemos alarmar a comunidade escolar por causa de um episódio", diz Joaquim Loureiro.
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