Água chega de comboio contra a seca extrema
Barragem de Fagilde regista mínimos históricos e só tem água para os próximos 20 dias.
O Ministério do Ambiente está a ponderar transportar água para Viseu através de comboio. Esta é mais uma medida para combater a seca que afeta vários concelhos do distrito, e que vem complementar o abastecimento através de camiões-cisterna, implementado pelo município e que está em vigor desde o dia 30 de outubro.
"A situação é crítica. Nesta altura, a barragem de Fagilde regista uma capacidade de 10,5 por cento. Isto significa que tem 360 mil metros cúbicos de água, o que dará apenas para os próximos 20 dias", avançou Almeida Henriques, presidente da Câmara de Viseu.
O autarca disse ainda que se reuniu com os presidentes das câmaras de Nelas, Mangualde e Penalva do Castelo (concelhos que dependem da barragem de Fagilde) para que seja marcada uma reunião com o Governo para debater esta situação de "emergência" e procurar soluções alternativas.
Até porque "os municípios estão a ter encargos excessivos". Só Viseu gastou 200 mil euros nos últimos dez dias a injetar 3300 metros cúbicos de água na rede, através das 112 cargas realizadas por dia.
A montagem de Estações de Tratamento de Água móveis para tratar água depositada em pedreiras é outra das soluções apontadas para fazer face à seca extrema. Esta água não teria a mesma qualidade e seria sobretudo para uso das empresas.
A falta de água preocupa cada vez mais os viseenses. "A água é um bem essencial, tanto para o consumo, como para a higiene diária. Sei que a situação é delicada, mas não quero imaginar não ter água nas torneiras", comentou Luís Filipe Reis, de 37 anos.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt