Alegada vítima de Carloto Cotta apresenta recurso ao tribunal
Advogada aponta “erro lastimável” na atuação de um militar da GNR que pôs em causa o testemunho.
O processo por sequestro e violência sexual que envolveu o ator Carloto Cotta pode ainda não ter chegado ao fim. De acordo com o jornal ‘Expresso’, a alegada vítima recorreu da decisão do Tribunal de Sintra, que absolveu o protagonista do filme ‘Diamantino’.
A defesa da mulher que acusou o ator alega agora que o coletivo de juízes presidido por Carlos Camacho cometeu vários “erros notórios” que podem ter posto em causa a apreciação das provas.
A advogada da alegada vítima, Cristina Borges de Pinho, aponta ainda um “erro lastimável” na atuação de um militar da GNR que, sustenta, “poderá ter comprometido toda a investigação e afetado a credibilidade da vítima”. No recurso, a que a publicação teve acesso, lê-se que “no auto de notícia de 4 de maio de 2023, o guarda escreveu que a assistente referira relações sexuais ‘consensuais’, mas em tribunal admitiu que a vítima sempre lhe dissera que a relação tinha sido forçada. Quando questionado sobre o porquê de não ter escrito isso no auto, o militar disse ‘não ter justificação’. Recorde-se que o ator Carloto Cotta estava acusado de nove crimes, incluindo violação e sequestro e foi absolvido no passado mês de novembro pelo Tribunal de Sintra.
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