Alegado sequestrador em liberdade após interrogatório judicial
Homem de 54 anos ouvido no Tribunal de Santarém saiu em liberdade com apresentações semanais à GNR. Tinha sido denunciado por namorada por sequestro, violência e abusos sexuais.
O homem que é suspeito de ter mantido em cativeiro durante três semanas uma mulher com quem teria um relacionamento amoroso e de lhe ter infligido violência física e sexual, na habitação onde vive em Outeiro da Cortiçada, no concelho de Rio Maior, foi ouvido nesta sexta-feira em primeiro interrogatório judicial e saiu em liberdade, apenas com a medida de coação de se apresentar semanalmente no posto da GNR, enquanto decorre o desenvolvimento do processo.
O indivíduo tinha sido detido na quinta-feira após ordem emitida pela procuradora do Ministério Público do Tribunal de Rio Maior, após uma nova inquirição da suposta vítima, de 50 anos e reunião de provas, sendo levado a juiz de instrução criminal no Tribunal de Santarém. Contudo, foi solto sem sequer estar sujeito a proibição de contactos com a mulher que o denunciou por sequestro, violação e ofensas à integridade física.
No passado domingo o suspeito já tinha sido constituído arguido pela Polícia Judiciária, ficando na altura com termo de identidade e residência, após interrogatório nas instalações do Departamento de Investigação Criminal de Leiria.
A mulher tinha aparecido na tarde de 9 de outubro numa casa vizinha à do suspeito, seminua, apenas com uma t-shirt, sutiã e cuecas, a pedir ajuda, dizendo que o homem teria escondido a sua roupa e ela tinha conseguido escapar através de uma janela da habitação onde teria estado sequestrada, sob ameaça e abusos.
Apresentava algumas nódoas negras, pequenas escoriações e um arranhão na cara. Estava a chorar e mostrava-se desorientada.
Recebeu assistência dos bombeiros de Rio Maior devido a ferimentos ligeiros e foi levada para o Hospital de Santarém e sujeita a exames no Gabinete Médico-Legal de Lisboa.
Da zona de Aveiro, revelou ter conhecido o alegado sequestrador através das redes sociais, onde na segunda quinzena de setembro o homem se declarava apaixonado, mas cerca de três semanas depois ela denunciou-o por maus-tratos e violações.
Cabe agora ao Ministério Público consolidar o caso.
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