Bomba encontrada na Nazaré foi detonada no mar

Engenho foi detetado nas redes de pesca de embarcação.

27 de fevereiro de 2017 às 13:39
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2017-02-27_15_58.15 BOMBA 1.jpg Foto: Direitos Reservados
2017-02-27_14_42.41 01004ADC.jpg Foto: CMTV
Bomba foi recolhida para o convés de embarcação de pesca Foto: Joaquim Batalha
Bomba foi recolhida para o convés de embarcação de pesca Foto: Joaquim Batalha
Bomba foi recolhida para o convés de embarcação de pesca Foto: Joaquim Batalha
Engenho detetado nas redes de pesca de uma embarcação da Nazaré Foto: CMTV
Engenho detetado nas redes de pesca de uma embarcação da Nazaré Foto: CMTV
Engenho detetado nas redes de pesca de uma embarcação da Nazaré Foto: CMTV

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Os pescadores do arrastão 'Mar Salgado' foram surpreendidos, esta segunda-feira, com um engenho explosivo em elevado estado de corrosão preso às redes de pesca, na Nazaré. 

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A bomba recolhida hoje ao largo da Nazaré foi detonada às 16h30 no mar, em segurança, prevendo a capitania do porto local que até às 18h00 esteja reposta a normalidade.

"A bomba foi detonada às 16h30, em segurança, e meia hora depois foram feitos dois mergulhos de verificação, tendo sido confirmada a sua completa destruição", disse à Lusa o comandante do Porto da Nazaré, Paulo Agostinho.

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De acordo com o responsável, às 17h30 já não havia "embarcações nem homens no mar". Prevê-se que até às 18:00 "esteja recolhido todo o material usado na operação e os mergulhadores possam regressar a Lisboa".

O engenho, que tinha entre 1,50 e 1,60 metros de comprimento, foi identificado como sendo uma bomba de aeronave do tipo MK82 que teria no seu interior mais de 200 quilos de H6, um tipo de explosivo equivalente a 600 quilos de TNT (trinitrotolueno).

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A bomba foi afundada a 20 metros de profundidade e foi realizada a contradetonação por uma equipa de mergulhadores do Destacamento de Mergulhadores Sapadores, que tem entre as suas áreas de atuação reconhecer e inativar engenhos explosivos convencionais ou improvisados, na área de responsabilidade da Marinha e em áreas de conflito.

Questionado sobre a possibilidade de se tratar de uma bomba da Segunda Guerra Mundial, o comandante do porto sublinhou não ter sido encontrada qualquer inscrição que o confirme, dado o estado de corrosão do engenho.

"Não sabemos há quanto tempo se encontraria submerso", declarou.

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A operação de desmantelamento foi preparada em terra e contou com a colaboração do arrastão "Mar Salgado", que hoje de manhã 'pescou' o engenho e à tarde o transportou de volta ao largo da Nazaré, auxiliando com gruas a colocação da bomba no mar.

A deslocação do arrastão foi acompanhada por lanchas da Polícia Marítima e da Estação Salva-Vidas da Nazaré e a detonação foi efetuada numa área com um perímetro de segurança de mil metros. 

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