Algar vai aumentar capacidade de aterro
Já estão em curso os trabalhos de construção da terceira célula, que terá vida útil de 10 anos.
A Algar anunciou ontem que já estão em curso os trabalhos de construção da terceira célula do Aterro Sanitário do Sotavento, na aldeia da Cortelha, Loulé, e que serve as populações daquele concelho, mas também de Faro, Olhão, São Brás de Alportel, Tavira, Vila Real de Santo António, Castro Marim e Alcoutim.
A construção da terceira célula, já prevista no âmbito do projeto inicial do aterro sanitário - as duas atuais células já com a capacidade de armazenamento esgotada - vai permitir ampliar a capacidade de deposição dos resíduos indiferenciados recolhidos nos concelhos do Sotavento do Algarve.
Segundo a Algar, "a nova célula, que está a ser construída com as melhores técnicas disponíveis de preservação ambiental, de modo a garantir a impermeabilização dos solos e a proteção dos aquíferos, permitirá fazer a receção de cerca de 130 mil toneladas de resíduos por ano, prevendo-se um tempo de vida útil em exploração de dez anos".
O fundo da célula a construir, acrescenta a Algar, "terá uma rede de drenagem para captação dos efluentes produzidos, que serão encaminhados para tratamento na Estação de Tratamento de Lixiviados".
Além disso, à medida que a célula for sendo explorada, vão ser construídos drenos de biogás, que vão permitir a desgasificação da massa de resíduos e consequente captação da mesma para a produção de energia elétrica.
A empreitada, avaliada em 4 milhões de euros, deverá ficar concluída num prazo de 16 meses. Com este investimento, a Algar espera obter um volume de encaixe de 1200 mil metros cúbicos para deposição de resíduos.
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