Algarve com 445 combatentes na fase mais crítica dos incêndios
Responsável admitiu que a falta de duas equipas de sapadores florestais é "preocupante".
A região do Algarve vai ter no terreno perto de meio milhar de operacionais para o combater aos fogos na fase mais crítica de incêndios florestais, entre julho e setembro, disse esta terça-feira o comandante operacional distrital.
Durante aquele período, denominado Fase Charlie, vão estar disponíveis 445 operacionais, apoiados no combate aos fogos por 108 veículos e quatro helicópteros, um dos quais sediado em Ourique (Beja), mas cujo raio de atuação abrange também o distrito de Faro, disse Vítor Vaz Pinto.
Em declarações aos jornalistas, à margem da apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) 2015 para o Algarve, aquele responsável frisou que o dispositivo para este ano, semelhante ao de 2014, "inspira confiança", apesar de dispor de menos duas equipas de sapadores florestais, que atuavam em Lagos, Vila do Bispo e Aljezur.
"O dispositivo está preparado e nós não nos vamos escudar na falta de limpeza para justificar o insucesso", afirmou Vítor Vaz Pinto, estimando que, se as condições meteorológicas durante o verão forem favoráveis, o dispositivo responderá de forma "excecional", caso contrário, haverá "mais dificuldades".
Apesar de estar confiante no desempenho do dispositivo, aquele responsável admitiu que a falta de duas equipas de sapadores florestais é "preocupante", por se verificar em áreas vulneráveis aos incêndios, o que representa menos dez operacionais e dois veículos que estavam "permanentemente" no terreno.
Durante a fase Bravo, que se estende de 15 de maio a 30 de junho, o DECIF empenhará 333 elementos e 78 veículos, na fase Charlie (de 01 de julho a 30 de setembro) 445 elementos e 108 veículos e na fase Delta (01 a 31 de outubro) 246 elementos e 62 veículos.
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