Alijó é município pioneiro a ordenar área florestal

Autarquia, técnicos florestais e Quercus querem minimizar os riscos de incêndio.

26 de março de 2018 às 08:32
No ano passado arderam cinco mil hectares de floresta, mato e terrenos agrícolas em Alijó Foto: Nuno Nascimento
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Alijó já deu o primeiro passo para a criação de um Plano Municipal de Ordenamento Florestal, pioneiro no País, que pretende ajudar a prevenir incêndios florestais e combater a desertificação. A estratégia passa por uma gestão mais eficiente da floresta. O projeto é diferente porque, pela primeira vez, será feito à escala municipal - até agora, só existia a nível regional.

A Câmara de Alijó conta com a colaboração da Associação Nacional dos Engenheiros e Técnicos do Setor Florestal e com a Associação Nacional de Conservação da Natureza e a Quercus. O memorando que une estas entidades já foi assinado e, depois de plenamente concluído, será apresentado e discutido com a população.

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Um dos objetivos é reforçar o ordenamento florestal e territorial para garantir a segurança de pessoas e bens, ao minimizar o risco de incêndio. E, caso o fogo bata à porta, garantir que não assume grandes proporções. Também a economia local sai beneficiada, com a aposta na exploração dos recursos naturais de uma floresta adequada à região.

A silvicultura pode vir a gerar postos de trabalho. Por isso, a aposta passa pelas espécies autóctones, que possam enriquecer a paisagem e proteger os solos e a água. O município vai ainda rever documentos, como o Plano Diretor Municipal (PDM), para que sejam um reflexo destas novas diretrizes.

Só no ano passado, em Alijó, arderam cinco mil hectares de floresta, mato e terrenos agrícolas - como olivais, vinhas e amendoais. Este é um dos concelhos habitualmente mais fustigados pelas chamas no distrito de Vila Real.

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