Ameaças de bomba em voos europeus podem ser ações coordenadas
Vários voos foram desviados na Europa esta semana. José Correia Guedes avança que alertas podem ter motivação por trás. No passado, já foram moda.
Em menos de uma semana, os alarmes soaram nos céus da Europa, com quase 30 ameaças de bomba entre terça-feira e quinta. Duas foram em aviões saídos de Portugal, ambos da Ryanair (um saído de Lisboa em direção a Roma, outro saído do Porto rumo a Dublin). Ainda que a origem dos alertas não seja clara, José Correia Guedes, comandante da TAP na reforma, não exclui ao CM que possa haver “uma motivação qualquer por trás” destas ameaças, nomeadamente ao “nível da chamada ‘guerra híbrida’”, uma vez que todas as ameaças, até ontem, aconteceram na Europa. Será uma ação coordenada? “É possível, não sabemos.”
Ainda assim, alertas deste tipo não são novos. “Nos anos 1980 eram moda, e eram feitas, sobretudo, por alguém que queria incomodar. Agora pode não ser o caso”, admite o antigo piloto. No entanto, sendo ou não credíveis, os protocolos mantêm-se: “O avião aterra no aeroporto mais próximo, fica numa zona isolada, os passageiros saem, é feita uma inspeção e, se estiver tudo bem, volta a ser feito o embarque e o voo retoma.”
Além do voo da Ryanair rumo a Dublin, que ontem saiu do Porto, houve ainda ameaças em aviões que tinham descolado de vários países europeus, como Espanha, Bulgária, Polónia, Itália, Sérvia ou Finlândia. Ao todo, a situação terá afetado cerca de 20 voos só no dia desta quinta-feira, juntando-se a cerca de 10 na terça-feira. Nenhuma das ameaças se revelou credível, nem foi encontrado nenhum engenho explosivo.
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