Amigo de Sócrates só declarou 4,4 milhões de euros
Santos Silva apresentou ao Fisco um rendimento que é mais de cinco vezes inferior ao dinheiro repatriado do estrangeiro.
A análise dos rendimentos de Carlos Santos Silva suscita uma conclusão intrigante: entre 2002 e outubro de 2014, o amigo de Sócrates declarou ao Fisco rendimentos globais de quase 4,4 milhões de euros, mas, ao abrigo dos perdões fiscais aprovados pelos governos de Sócrates em 2005 e 2010, repatriou do estrangeiro para Portugal cerca de 23,9 milhões.
Ou seja: a verba repatriada, que o Ministério Público considera ser dinheiro de Sócrates e não de Santos Silva, é mais de 5 vezes superior aos rendimentos declarados ao Fisco pelo amigo do ex-primeiro-ministro.
Santos Silva obteve os rendimentos globais mais elevados, no período em que Sócrates foi primeiro-ministro, de 2007 a 2011.
Declarou ao Fisco quase 2,9 milhões de euros, o que corresponde a 66% do total declarado entre 2002 e outubro de 2014. Face aos 5 anos anteriores, os rendimentos globais declarados pelo amigo de Sócrates quase triplicaram. E a partir de 2011, quando o Governo de Sócrates cessa funções, os rendimentos globais de Santos Silva caíram para menos de metade dos valores declarados ao Fisco de 2007 a 2011.
O trabalho independente é a principal fonte dos rendimentos declarados ao Fisco pelo amigo de Sócrates. O património de Santos Silva é também constituído por 10 imóveis com um valor de 5,58 milhões de euros. Desses imóveis, três apartamentos foram adquiridos por Santos Silva à mãe de Sócrates, em 2012 e 2011, por um valor total de 775 mil euros.
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