Casal acusado de contrafação de roupa tinha 1,7 milhões no banco e recebia RSI
Feirantes que vão a julgamento acusados de lesar o Estado em mais de 40 mil euros.
Em cinco anos, um casal, de 43 e 36 anos, angariou 1,7 milhões de euros através de um esquema que passava pela compra de roupa e calçado falsificados a fornecedores do Norte do País e que depois vendia em feiras em Castelo Branco, Guarda, Coimbra, Fundão, Portalegre e até em Espanha.
Os dois declararam graves carências financeiras e por isso a Segurança Social atribuiu-lhes o Rendimento Mínimo Garantido e mais tarde o RSI. Ao longo dos anos, os técnicos da Segurança Social não conseguiram apurar a real situação económica do casal que mudava regularmente de casa e fornecia várias moradas.
A dupla omitiu ainda, e de forma deliberada, os valores creditados nas contas. Resultado, o Estado atribuiu-lhes indevidamente 40 100 euros. Só entre 2011 e 2013 foram feitas buscas às residências e aos veículos e apreendidas milhares de peças de roupa e calçado contrafeito.
O casal está acusado dos crimes de fraude sobre mercadorias, venda, circulação ou ocultação de produtos ou artigos, fraude fiscal qualificada, branqueamento, burla tributária e detenção de arma proibida.
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