Apanha de lapas interdita na Parede e em São Pedro

Manutenção de zona protegida envolve um investimento anual de 20 mil euros por parte da autarquia.

22 de maio de 2018 às 08:25
Área protegida estende-se por cerca de dois quilómetros da costa, entre as praias da Parede e de São Pedro do Estoril Foto: Direitos Reservados
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Cascais criou a primeira área marinha protegida do País com gestão municipal. "Uma medida que interdita a apanha de todas as espécies existentes, como lapas, mexilhões, caranguejos ou ouriços-do-mar", revelou esta segunda-feira ao CM a vereadora com o pelouro do Ambiente, Joana Pinto Balsemão.

Criada com o objetivo de salvaguardar os valores naturais e a elevada biodiversidade, a área protegida estende-se por cerca de dois quilómetros de costa entre as praias da Parede e de São Pedro do Estoril.

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A gestão deste espaço passa a ser realizada pelo município, que canalizou para esta ação um orçamento anual de 20 mil euros. A criação da zona protegida, que se estende por cerca de 500 metros no oceano Atlântico, "não impede a atividade balnear nem a pesca lúdica à linha, ou a caça submarina, desde que não exceda a captura de 7,5 quilos de peixe", adiantou a vereadora. A medida surge a partir do alargamento dos limites da zona de interesse biofísico das Avencas.

No âmbito da gestão da autarquia, está prevista a proibição de retirada de areias, bem como a ancoragem de qualquer tipo de embarcação. "O incumprimento das regras levará à aplicação de coimas", sublinhou a vereadora, referindo "que irão oscilar entre os 250 e os 1000 euros".

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Joana Pinto Balsemão referiu que "a intenção da câmara não é autuar por autuar, mas sensibilizar para a preservação". O protocolo de delegação de competências é assinado esta terça-feira na praia de São Pedro do Estoril, com a presença da ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, e do ministro do Ambiente, João Matos Fernandes.

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