Apanha perpétua por estrangular homem
Emigrante assassinou em negócio de droga e atirou corpo à água.
Durante três minutos, Cândido Pereira, português de 37 anos emigrado em Inglaterra, apertou o fio do aspirador que enrolou à volta do pescoço de Darren McMinn, a quem acusava de lhe ter roubado droga. Depois enrolou o corpo da vítima numa carpete e, com um cúmplice, atirou o corpo a uma represa. O estucador português foi ontem condenado a prisão perpétua em Bolton. E só daqui a 24 anos pode pedir liberdade condicional.
"Foi um crime cometido com profunda maldade", disse o juiz Clement Goldstone, após sentenciar o português pelo crime cometido a 11 de abril. McMinn foi morto em casa do português, onde se deslocou para comprar droga. "Primeiro foi dada à vítima uma dose de heroína para experimentar e depois acabou assassinada num ataque prolongado e violento", afirmou o procurador Simon Medland.
O corpo de McMinn só foi encontrado a 3 de maio. Cândido Pereira levou a polícia até ao local do crime mas disse às autoridades britânicas que agiu em legítima defesa. Quando o corpo da vítima foi retirado, estava enrolado numa carpete, em lençóis, e com transformadores de eletricidade a fazerem de peso para não vir à superfície.
Na altura em que cometeu o crime, o português estava sob efeito de cocaína. Envolveu-se numa luta pois acusava McMinn de lhe ter roubado droga. Diz que o inglês o atacou com uma faca, teoria que não convenceu o júri. Um outro homem, que ajudou Cândido Pereira a desfazer-se do corpo, acabou condenado a quatro anos de prisão.
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