Aproveita libertação para matar
Matou idosa e espancou outras duas depois de sair da cadeia em condicional.
O homem de 28 anos que está a ser julgado por matar uma idosa e espancar outras duas, nas respetivas habitações, em Faro e Olhão, para as roubar, estava na fase final da liberdade condicional, depois de ter cumprido pena de prisão por crimes de furto e agressões.
Desde 28 de agosto de 2015 que Cláudio Rodrigues, conhecido como ‘Sardinha’ em Olhão, onde vive, estava em liberdade condicional, depois de ter sido condenado a sete anos e seis meses de prisão, na sequência de três processos distintos, por crimes de furto, ofensa à integridade física, sequestro e coação. Mas nem os cerca de cinco anos que passou na prisão lhe tiraram a vontade de voltar aos crimes violentos: nos dias 22 e 23 de outubro de 2016, a pouco mais de um mês de terminar a liberdade condicional (28 de novembro), assaltou três casas, em Faro e Olhão, deixando para trás uma idosa morta e duas gravemente feridas após serem espancadas.
O primeiro ataque foi em Olhão, na casa de Cremilda Felipe, 96 anos. Aproveitou a porta aberta para entrar e depois socar a idosa várias vezes na cara até ela cair no chão, ensanguentada e inanimada. No interior, encontrou um cartão multibanco e um papel com o código de acesso. Levantou 390 euros num multibanco. No dia seguinte, na companhia do outro arguido, Pedro Couto, 20 anos, atacou a casa de Maria Santos, de 93, em Faro.
Ameaçaram-na com uma faca e espancaram-na. Levaram três anéis em ouro no valor de 2800 €. Ainda dia 23, em Faro, mas sozinho, ‘Sardinha’ atacou a casa de Delmira Miranda, 83 anos. Espancou-a e asfixiou-a, ferimentos que, diz a acusação, provocaram a morte. Apenas levou um telemóvel no valor de 100 €.
Lesões graves
Apesar de duas das idosas terem sobrevivido aos ataques, tiveram de ser assistidas no hospital, com ferimentos graves, que variavam entre hemorragias internas, traumatismos, hematomas e fraturas. Cremilda Felipe nem conseguia abrir os olhos no Hospital de Faro devido aos inchaços que apresentava na face.
Problemas com drogas
O comportamento violento de Cláudio Rodrigues era agravado pelo consumo de drogas, de forma regular, em particular o estupefaciente conhecido como MDMA.
Julgamento adiado
Cláudio Rodrigues foi ouvido na primeira sessão de julgamento, no Tribunal de Faro, no dia 18 de setembro. Disse que não se lembrava de ter asfixiado a idosa que acabou por morrer. A sessão seguinte estava marcada para dia 26, mas foi adiada para data ainda por definir.
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