“Aquela família viveu um verdadeiro inferno”, diz advogado

José Dantas revelou que os pais de João Paulo Fernandes estão numa angústia interminável.

17 de novembro de 2017 às 08:28
Pedro Bourbon Foto: CMTV
Emanuel Paulino é conhecido por ‘bruxo da Areosa’ Foto: CMTV
Manuel Bourbon é advogado e responde pelo homicídio do empresário João Paulo Fernandes Foto: CMTV
Adolfo Bourbon foi um dos arguidos que invocaram a nulidade Foto: CMTV
Testemunha esquecida no julgamento da Máfia de Braga Foto: CMTV

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O Ministério Público pediu pena máxima (25 anos de prisão) para os sete homens acusados do rapto, morte e dissolução do corpo do empresário João Paulo Fernandes em ácido sulfúrico.

O procurador Fernando Miranda, no segundo dia de alegações, classificou o crime de "violento e cruel", sublinhando que o grupo, liderado por Pedro Bourbon e Emanuel Paulino, tinha como objetivo matar e fazer desaparecer o cadáver. Disse ainda ser evidente o "elevadíssimo grau de culpa e ilicitude da conduta dos arguidos".

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A pena pedida pelo magistrado foi subscrita pelos advogados da família da vítima e da filha do empresário - menina que, na altura, tinha 8 anos e que presenciou o rapto.

"Aquela família viveu um verdadeiro inferno", afirmou o advogado José Dantas, revelando que os pais de João Paulo Fernandes estão atormentados com receio do que pode acontecer aos outros três filhos, tendo em conta que os arguidos "são perigosos".

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Filipe Guimarães, defensor de Pedro Bourbon, referiu que a acusação não tem sustentação. "Chegamos ao fim do julgamento sem prova contra Pedro Bourbon. Isto é uma fábula criminal, uma caça às bruxas", alegou.

Já Mónica Quintela, advogada de Filipe Monteiro, mostrou surpresa pelo pedido de condenação do seu cliente. "Nada o liga ao crime. Peço que seja feita justiça e a justiça é a absolvição", referiu.

Para os outros dois arguidos do processo, o Ministério Público pediu pena suspensa.

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