ARMAS DE GUERRA DE ORIGEM SUSPEITA
Dez armas de guerra foram apreendidas a um industrial de Cantanhede. As autoridades admitem que as mesmas podem ser provenientes de Espanha, embora nesta altura ainda haja poucos elementos para estabelecer uma relação directa e consistente entre a posse das armas e qualquer movimento separatista, nomeadamente a ETA.
Uma hipótese que, no entanto, não pode ser excluída, já que é do conhecimento das autoridades que "o homem tem negócios com elementos da região Basca".
A Polícia, que ainda não deu por encerradas as investigações, vai agora procurar, no sentido de desmontar, o circuito feito pelas armas até chegar a casa do industrial de Cantanhede.
Uma metralhadora, uma espingarda disfarçada de guarda-chuva e uma outra de calibre 3.75 de munições grossas com silenciador "foram o principal alvo da nossa preocupação dado o perigo que representava para os cidadãos", revelou ao Correio da Manhã o subdirector nacional adjunto da Polícia Judiciária, Almeida Rodrigues.
Aquele responsável da PJ mostrou-se preocupado com a arma disfarçada de guarda-chuva pois, como explicou, "bastava accionar o botão do chapéu para a arma disparar, sem que a potencial vítima tivesse tempo de se aperceber de alguma coisa de anormal".
Para além das armas foram encontradas na posse do referido indivíduo miras telescópicas e vários silenciadores.
O indivíduo, de 60 anos, industrial ligado ao ramo dos mármores, ficou em liberdade mas obrigado a termo de identidade e residência.
Recorde-se que a posse de armas de fogo de calibre proibido, como neste caso, é punível com uma pena que pode ir até aos cinco anos de prisão.
O trabalho já decorria há mais de um ano e, segundo Almeida Rodrigues, "irá ser investigada ao pormenor a natureza das dez armas mais relevantes apreendidas através de exames balísticos e laboratoriais, para apurar se intervieram na prática de algum crime em Portugal ou no estrangeiro".
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt