Assalto armado a casa de penhores
Entraram de rompante numa casa de penhores, em Leça da Palmeira, encapuzados e armados com caçadeiras, e provocaram o pânico aos muitos clientes, com armas apontadas à cabeça. O assalto anteontem à companhia União de Crédito Popular, pelas 17h30, rendeu cerca de "dez mil euros", segundo a directora da empresa, Luísa Borges.<br/><br/>
Foi o segundo ataque em poucos meses a visar a loja na rua Guilherme Gomes Fernandes. Em Abril, foi alvo de um dos maiores roubos de ouro na Europa: 300 quilos no valor de 15 milhões de euros. Dos quatro assaltantes, apenas um aguarda julgamento em prisão preventiva.
Ao que o CM apurou, os quatro ladrões actuaram rapidamente após terem circundado várias vezes aquela zona num BMW escuro. "Só vi o carro e os homens lá dentro. Já era de noite. Aproveitaram o final do mês quando há mais dinheiro", disse Álvaro Teixeira, dono da oficina ao lado.
Um elemento ficou no carro enquanto os outros entraram na loja. Ameaçaram um funcionário com a caçadeira e ficaram irritados ao perceber que era impossível abrir a maioria dos cofres com abertura retardada. A situação travou os ladrões que levaram dinheiro de um cofre, dois telemóveis e poucas peças em ouro que estavam a ser entregues por clientes.
Quando saíram, poucos minutos depois, ameaçaram alguns transeuntes. Uma mulher, que ia entrar na loja teve de fugir, aflita. A PSP esteve no local e PJ está a investigar.
"A MULHER FUGIU AOS BERROS"
"A mulher vinha aos berros a fugir e a pedir socorro", disse ontem ao CM, Manuel Casimiro, morador da zona, que ao sair de casa se apercebeu de repente do decorrer do assalto. Viu uma das vítimas a correr e só teve tempo de a acalmar e ligar para o 112, enquanto os assaltantes escapavam num BMW.
Mais calmo, admitiu ao CM que "podia ter levado um tiro". O ‘Pintainho’, como é conhecido na zona, sublinhou que voltava a fazer o mesmo. "Eu não sabia o que se estava a passar, mas a senhora estava aflita", referiu entre a conversa de café que mantinha num estabelecimento da zona. Ontem, o assalto era motivo de conversa de quase todos os moradores, assustados.
"Esta zona é calma. Os ladrões deviam ter isto bem estudado", disse uma vizinha. O estabelecimento existe na zona há cerca de 50 anos.
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