Associação ambientalista denuncia solos contaminados no Parque das Nações
Obras de remoção de terras para a construção de imóvel levam à libertação de cheiros.
Há uma nova situação de solos contaminados no Parque das Nações, em Lisboa.
A denúncia parte da associação ambientalista Zero, que classifica a descontaminação dos terrenos realizada naquela zona da capital como uma "fraude".
"Os resíduos agora em causa foram detetados na obra de escavação do empreendimento imobiliário designado de "Martinhal Residence", sendo notório o cheiro devido a compostos voláteis, o que já motivou a queixa de alguns moradores", divulgou a associação Zero.
De acordo com a associação ambientalista, estes compostos resultam da libertação de gases associados aos hidrocarbonetos quando são expostos ao ar, sendo considerados tóxicos e, inclusive, cancerígenos".
Refere também que não se sabe qual é o destino que está a ser dado às águas resultantes da escavação, que "podem estar contaminadas pelo contacto com os hidrocarbonetos", receando, por isso, que essas águas estejam a ser despejadas no rio Tejo sem qualquer tratamento. Por causa desta situação, a Zero diz que já pediu esclarecimentos à Câmara Municipal de Lisboa e à Comissão de Coordenação Regional de Lisboa e Vale do Tejo.
Por seu turno, a associação de moradores A Cidade Imaginada Parque das Nações diz que "a maior parte do solo não foi tratada", o que consequentemente "foi contaminar outros locais".
Recorde-se que em 2017 uma outra mancha de solos contaminados foi identificada nos terrenos de ampliação do Hospital Cuf Descobertas, o que motivou o protesto da população.
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